Surto de mpox em Madagascar chega a 3 mil casos
Um surto explosivo de mpox já registrou 3 mil casos em Madagascar, informa o Telegraph. A epidemia foi associada ao Clado 1b, a cepa que surgiu na República Democrática do Congo.
Madagascar enfrenta um surto de mpox de rápido crescimento que já soma 3.000 casos registrados, segundo o Telegraph. A reportagem descreve a propagação como explosiva, o que significa que o número de casos subiu rapidamente, e não pelo padrão lento e contido observado em introduções anteriores do vírus em ilhas. O surto foi associado ao Clade 1b, a variante que surgiu na República Democrática do Congo e desde então se espalhou para além da África central. Essa associação é o que dá peso à situação em Madagascar, já que o Clade 1b é a cepa por trás da emergência regional mais ampla. Além do total de casos e da identificação da cepa, a cobertura até agora não traz números confirmados de mortes, internações ou da distribuição geográfica dentro de Madagascar, e como as autoridades pretendem conter a epidemia segue em aberto.
A mpox é uma doença viral transmitida principalmente por contato físico próximo, causando febre e uma erupção cutânea característica, e circula em diversas linhagens genéticas distintas conhecidas como clades. O Clade 1b é a variante que surgiu na República Democrática do Congo e impulsionou o surto que se espalhou pela África central e oriental antes de alcançar regiões mais distantes. Madagascar, um Estado insular na costa sudeste da África, agora registra seu próprio surto dessa mesma cepa. O Telegraph situa o número de casos registrados em 3.000. Como o sistema de saúde da ilha opera à distância das redes continentais de resposta, a trajetória do surto por lá está sendo observada como um teste de até onde o Clade 1b pode se espalhar.
Um surto explosivo de mpox já registrou 3 mil casos em Madagascar, informa o Telegraph. A epidemia foi associada ao Clado 1b, a cepa que surgiu na República Democrática do Congo.