Imagem simbólicaAtaque a colônia de férias na Zaporíjia ocupada mata crianças; Kiev sob fogo de mísseis
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Autoridades instaladas por Moscou na parte da região ucraniana de Zaporíjia ocupada pela Rússia disseram que um ataque noturno a uma área de colônia de férias em Kyrylivka, no mar de Azov, matou entre oito e onze pessoas, entre elas crianças, e feriu mais de uma dezena. No mesmo fim de semana, a Ucrânia relatou ataques mortais de drones russos nas regiões de Sumy e Zaporíjia, e a mídia alemã noticiou disparos de mísseis contra Kiev. Isso segue uma sexta-feira em que ataques russos mataram 15 pessoas na Ucrânia.
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Russian missiles kill 15 in Kyiv drone fair strike and Sloviansk bombing
O que aconteceu
Durante a madrugada de sábado, 25 de julho de 2026, uma área de colônia de férias em Kyrylivka, no litoral do mar de Azov perto de Melitopol, na parte da região ucraniana de Zaporíjia controlada pela Rússia, foi atingida. Yevgeny Balitsky, chefe da administração de ocupação, disse no Telegram que pessoas foram mortas, incluindo crianças, e culpou as forças ucranianas. Os números de vítimas relatados variam conforme o momento e o veículo: o Daily Sabah, citando agências, informou oito mortos, incluindo duas crianças, e 14 feridos; a Folha de S.Paulo, citando a Reuters, informou ao menos 11 mortos, incluindo quatro crianças, e 16 feridos. O Comitê de Investigação da Rússia abriu um inquérito por terrorismo, segundo a agência estatal RIA. Kiev não respondeu de imediato a um pedido de comentário, informou a Reuters. Em território sob controle ucraniano, o governador da região de Sumy, Oleh Hryhorov, disse que três pessoas morreram quando um drone russo atingiu uma instalação civil e provocou um grande incêndio; as vítimas eram motoristas da empresa de entregas Nova Poshta. O Ministério da Defesa da Rússia disse ter atacado um local de armazenamento e lançamento de drones ucranianos na região de Sumy. Na cidade de Zaporíjia, um ataque de drone russo no fim da noite de sexta-feira atingiu um shopping center e provocou um incêndio em cerca de 500 metros quadrados, ferindo várias pessoas, segundo o governador regional Ivan Fedorov. O Handelsblatt noticiou Kiev sob fogo de mísseis russos, sem mais detalhes no texto disponível. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que forças ucranianas atingiram um navio de guerra russo e embarcações no mar Cáspio usadas para transportar carga militar ligada ao Irã, uma refinaria de petróleo em Tyumen, a mais de 2 mil quilômetros da Ucrânia, uma fábrica em Kirov que produz componentes de projéteis e um centro logístico em Yekaterinburgo. O governador de Tyumen, Alexander Moor, disse que equipes de emergência estavam contendo os danos. O Ministério da Defesa da Romênia disse que sua força aérea abateu um drone que entrou no espaço aéreo romeno sobre uma área despovoada perto da fronteira com a Ucrânia; o presidente Nicușor Dan disse que um piloto de F-16 o derrubou, um dia depois que outro drone foi abatido perto de Padina.
Os lados
Moscou e sua administração na Zaporíjia ocupada apresentam o ataque à colônia como uma matança deliberada de civis: Balitsky disse que o inimigo 'viu e entendeu quem estava atacando', e o Comitê de Investigação está tratando o caso como terrorismo. Kiev não deu resposta imediata à acusação; o relato público da Ucrânia sobre o fim de semana, feito por Zelensky, concentrou-se em alvos militares e industriais no interior profundo da Rússia e em ataques de drones russos que mataram entregadores em Sumy e incendiaram um shopping center na cidade de Zaporíjia. O Ministério da Defesa da Rússia descreve seu próprio ataque em Sumy como um golpe contra um local de armazenamento e lançamento de drones, não um alvo civil. Como observa a Reuters, os dois governos negam atacar civis na guerra que começou com a invasão russa em fevereiro de 2022.
O olhar de fora
Veículos de fora dos dois beligerantes situam o dia dentro de um padrão, e não do lado de um deles. O Daily Sabah, da Turquia, destaca a própria troca de ataques — mortes na Zaporíjia ocupada ao lado de mortes na Sumy sob controle ucraniano — e lê a sequência como um desgaste da perspectiva de um fim negociado para uma guerra que já vai no quinto ano, ao mesmo tempo em que dá peso ao transbordamento para território da OTAN na Romênia. A Folha de S.Paulo, do Brasil, usando o relato da Reuters, coloca em primeiro plano o número de vítimas civis, mas dedica tanto espaço ao alcance crescente da campanha ucraniana de drones de longo alcance quanto à escassez doméstica de combustível na Rússia, citando o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, segundo o qual o abastecimento está se estabilizando mas continua 'bastante difícil' em partes da Sibéria.
O que há de novo
No dia anterior, sexta-feira 24 de julho, ataques russos mataram 15 pessoas na Ucrânia: um raro ataque diurno de mísseis contra um campo de treinamento privado no distrito de Bucha, na região de Kiev, durante a exposição de fabricantes de drones 'Armada', deixou cerca de 10 mortos e quase 100 feridos, e bombas aéreas atingiram Sloviansk. O que mudou no fim de semana é a direção do incidente isolado mais mortal relatado, que as autoridades de ocupação atribuem à Ucrânia e que atingiu um local de férias com crianças presentes. Também é novo o alcance reportado da Ucrânia — Tyumen, Kirov, Yekaterinburgo e o mar Cáspio — e o aviso de Zelensky na noite de sexta-feira de que a inteligência apontava que a Rússia estava preparando mísseis para um ataque em larga escala dentro de 48 horas, seguido por relatos de disparos de mísseis contra Kiev. Zelensky afirmou ainda que a Rússia pretende trazer mais 30 mil soldados norte-coreanos e vem preparando a região de Voronej para recebê-los desde junho; cerca de 14 mil foram enviados a Kursk em 2024. Essa alegação não é confirmada por outras fontes aqui.
O que pode acontecer a seguir
Os números de vítimas em Kyrylivka podem ser revisados novamente à medida que as autoridades de ocupação os atualizem, e o inquérito russo sobre terrorismo pode se tornar a base de uma campanha sustentada que apresenta a Ucrânia como atacante deliberada de civis, com Kiev contestando o relato ou descrevendo um alvo militar na área. Se o aviso de Zelensky sobre uma salva de mísseis em larga escala preparada se confirmar, novos ataques a cidades ucranianas se seguiriam ao fogo de mísseis sobre Kiev, enquanto os ataques ucranianos de drones de longo alcance contra refinarias e fábricas continuam testando o abastecimento de combustível da Rússia, que as próprias autoridades energéticas de Moscou descrevem como tenso em partes da Sibéria. Incursões repetidas de drones no espaço aéreo romeno, interceptadas duas vezes em dois dias, mantêm em aberto a questão de como os membros da OTAN que fazem fronteira com a guerra devem responder a violações de espaço aéreo que estão se tornando rotina, e não exceção.
Russia and its occupation administration
Russland
Calls the Kyrylivka camp strike a deliberate Ukrainian attack on civilians and has opened a terrorism investigation, while describing its own strikes, such as in Sumy, as hitting military drone infrastructure.
Ukraine
Ukraine
Gave no immediate response to the camp accusation and presents its weekend operations as strikes on Russian military, naval, energy and logistics targets, while reporting Russian drone attacks that killed civilians in Sumy and Zaporizhzhia.
Também envolvidos
Romania / NATO neighboursRussia's claimed partners