Imagem simbólicaHouthis reivindicam ataques com mísseis e drones contra instalações da Saudi Aramco após ataques a Hodeidah
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O movimento houthi do Iêmen afirmou no sábado ter disparado mísseis e drones contra instalações da Saudi Aramco em Jizan e Yanbu, chamando isso de retaliação aos ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita contra Hodeidah na noite anterior. As defesas aéreas sauditas interceptaram dois mísseis balísticos vindos do Iêmen, e alertas de emergência foram emitidos em ambas as cidades, mas Riad não confirmou nenhum dano. A troca de ataques ocorre após a declaração houthi de um bloqueio naval ao reino e no momento em que o Mar Vermelho se torna um segundo corredor marítimo perturbado, ao lado do Estreito de Ormuz.
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O que aconteceu
Na noite de sexta-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iêmen desde 2015, realizou ataques aéreos contra alvos militares na província de Hodeidah, no Mar Vermelho. No sábado, 25 de julho de 2026, o porta-voz militar do movimento houthi anunciou duas operações contra instalações da Saudi Aramco: uma contra alvos em Jizan, no sudoeste do reino, perto da fronteira com o Iêmen, e outra contra instalações da empresa em Yanbu, na costa do Mar Vermelho. A Reuters, citada pelo The Guardian, informou que as defesas aéreas sauditas interceptaram dois mísseis balísticos disparados do Iêmen; a defesa civil saudita emitiu alertas para Jizan, e o The National relata alertas de emergência em ambas as cidades. As autoridades sauditas não comentaram de imediato as reivindicações houthis e não confirmaram nenhum impacto. Um vídeo em circulação nas redes sociais, descrito pelo The Guardian, mostrava nuvens escuras sobre uma refinaria da Aramco em Jizan; sua autenticidade não foi confirmada de forma independente. O lado houthi alega que dezenas de mísseis balísticos e drones foram lançados e que ambas as operações atingiram seus alvos diretamente — um número que nenhuma outra parte confirmou. Os três veículos concordam quanto à sequência dos fatos: ataques a Hodeidah na sexta-feira, reivindicações houthis de retaliação contra instalações da Aramco no sábado, interceptação relatada pelas defesas sauditas. Na semana passada, os houthis declararam um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho, disseram ter atacado um aeroporto saudita e atingido petroleiros sauditas, após um ataque ao Aeroporto Internacional de Sanaa.
Os lados
Os houthis descrevem os ataques como retaliação e como prova do que chamam de determinação da Arábia Saudita em manter o cerco ao Iêmen e violar a soberania do país; seu porta-voz disse que o bloqueio marítimo ao reino permanece em vigor sob uma estratégia declarada de "bloqueio por bloqueio e escalada por escalada", e que as operações poderiam se ampliar nos próximos dias. O movimento afirma que os ataques de sexta-feira atingiram a cidade de Hodeidah, seu porto e a ilha de Kamaran, e alega que suas defesas aéreas forçaram as aeronaves da coalizão a interromper novos ataques. A coalizão liderada pela Arábia Saudita chama sua operação de resposta proporcional contra alvos militares legítimos dos houthis ligados a ameaças à navegação comercial, e nega explicitamente que o porto de Hodeidah tenha sido atingido. Uma fonte de segurança iemenita disse à AFP que uma base naval em Hodeidah e um acampamento militar na ilha de Kamaran foram os alvos. Riad disse no sábado que continuará apoiando iniciativas para reabrir o aeroporto de Sanaa a voos comerciais e permitir a entrada de navios nos portos de Hodeidah, ao mesmo tempo em que acusa os houthis de bloquear voos e atacar embarcações civis. Sobre o aeroporto de Sanaa, o governo do Iêmen internacionalmente reconhecido diz que o ataque anterior teve o objetivo de impedir o pouso de uma aeronave iraniana; os houthis culpam a Arábia Saudita.
O olhar de fora
O Telesur, reportando da Venezuela e de fora das partes em conflito, dá destaque ao relato houthi, apresentando as operações como retaliação aos ataques a Hodeidah e observando a ausência de qualquer resposta saudita. O Guardian insere a troca de ataques no dossiê mais amplo do Irã: relata que o ministério da Saúde iraniano afirmou que o país teve sua primeira noite sem ataques dos EUA em duas semanas, que um memorando de entendimento entre EUA e Irã assinado em junho fracassou após ataques iranianos a petroleiros no Estreito de Ormuz, e que Washington havia, ao menos por ora, deixado de lado os planos de um ataque ampliado. O The National, publicado nos Emirados Árabes Unidos, cita um analista sobre o Iêmen do Royal United Services Institute que atribui a escalada ao uso, pela Guarda Revolucionária iraniana, do estreito de Bab al-Mandeb como um ponto de pressão adicional contra os EUA e seus aliados; um analista do Crisis Group citado pelo mesmo veículo argumenta que o movimento reflete a confiança interna dos houthis e cálculos regionais, e não apenas a disputa pelo aeroporto.
O que há de novo
Até agora, a campanha houthi contra o reino havia se concentrado na navegação e em um único aeroporto: os ataques da semana passada contra petroleiros sauditas e o bloqueio naval declarado transformaram o Mar Vermelho em um segundo ponto de estrangulamento perturbado, ao lado de Ormuz, e ajudaram a levar o Brent acima de 100 dólares pela primeira vez desde o fim de maio. As reivindicações de sábado são as primeiras nesta rodada a nomear instalações da Aramco em solo saudita em dois pontos distintos, incluindo Yanbu, bem ao norte da fronteira com o Iêmen. Também é novidade a mudança da coalizão liderada pela Arábia Saudita, da interdição marítima para ataques aéreos dentro da província de Hodeidah, e o fato de Riad combinar isso com uma oferta pública sobre a reabertura do aeroporto de Sanaa e a manutenção do abastecimento dos portos de Hodeidah. A mediação de Omã e Jordânia para retomar os voos entre Sanaa e Amã foi rejeitada pelos houthis, que insistem em voos da companhia iraniana Mahan Air em seu lugar.
O que pode acontecer a seguir
Se os houthis concretizarem sua disposição declarada de ampliar as operações, novas salvas contra a infraestrutura energética saudita e a manutenção do bloqueio declarado manteriam expostos o tráfego no Mar Vermelho e as rotas de exportação da Aramco, num momento em que o Estreito de Ormuz já está sob restrição. Alternativamente, a coalizão pode responder com uma campanha aérea sustentada em Hodeidah e em outras áreas, o que fontes do The National descrevem como um caminho plausível de volta a uma guerra aberta no Iêmen após anos de relativa calmaria nas linhas de frente. Uma terceira possibilidade é que o aeroporto de Sanaa se torne o canal de negociação: o apoio público de Riad à reabertura do aeroporto e a mediação rejeitada de Omã e Jordânia mantêm um quadro de negociação em aberto, embora a disputa sobre qual companhia aérea deve operar ali vincule qualquer acordo ao impasse mais amplo entre Irã e Estados Unidos.
Houthi movement
Jemen
Says its strikes on Aramco sites answer Saudi airstrikes on Hodeidah and a prolonged siege of Yemen, and that its naval blockade of the kingdom stays in force until the pressure ends.
Saudi Arabia and the coalition
Saudi-Arabien
Calls the Hodeidah raids a proportionate response to Houthi threats against commercial shipping, denies hitting the port, and says it still backs reopening Sanaa airport and supplying Yemen through Hodeidah.
Também envolvidos
IranUnited States and Britain