Imagem simbólicaIrã rejeita plano omani para Hormuz enquanto EUA reforçam bloqueio naval
Teerã recusou a proposta de Omã de administração conjunta regional do Estreito de Hormuz, disse à Reuters um autoridade iraniana sênior, encerrando as esperanças de uma saída diplomática rápida para uma guerra que já vem prejudicando a navegação no Golfo há meses. O CENTCOM afirma ter redirecionado 20 navios comerciais, desativado dois e abordado outros dois desde que retomou o bloqueio naval aos portos iranianos em 14 de julho, enquanto Washington sancionou o que chama de 'rede de extorsão' iraniana em Hormuz. A Guarda Revolucionária afirma ter interceptado três petroleiros no estreito e mantém total controle da via marítima.
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Conversas sobre escalada com o IrãMarinheiros no Estreito de Ormuz
O que aconteceu
Um autoridade iraniana sênior disse à Reuters que Teerã havia descartado a proposta de Omã para uma administração conjunta regional do Estreito de Hormuz, afirmando que ela não tinha nenhuma chance de sucesso e acusando os Estados Unidos e a Arábia Saudita de pressionarem Omã a avançar com "planos irreais". O Irã insiste que toda a rota de entrada e parte da rota de saída permaneçam sob seu controle; um arranjo de 50-50 não atenderia aos interesses iranianos, disse a autoridade, embora Teerã ainda chame Omã de vizinho valioso. Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundiais passava pelo estreito antes de Estados Unidos e Israel atacarem o Irã no fim de fevereiro. O CENTCOM disse que, desde que retomou o bloqueio aos portos marítimos iranianos em 14 de julho, redirecionou 20 navios comerciais, desativou dois e abordou dois, com mais de 20 navios americanos operando na região. A Guarda Revolucionária disse que suas forças atingiram três petroleiros e os forçaram a parar depois que os navios ignoraram avisos sobre uma "rota insegura e ilegal", e alertou que instruções dos EUA a embarcações não ficariam sem resposta. A Bloomberg informou que Washington sancionou o que chama de "rede de extorsão" iraniana em Hormuz, referente a pedágios cobrados de navios em trânsito; o petróleo subiu mais de três dólares por barril na quarta-feira.
O olhar de fora
O jornal turco Daily Sabah reproduziu o relato da Reuters sobre a rejeição sem enquadramento editorial próprio, destacando o impacto sobre o comércio no Golfo. A agência russa TASS divulgou o balanço do bloqueio feito pelo CENTCOM como uma simples estatística de aplicação da medida. O jornal sérvio Politika informou, a partir do Cairo, que o chanceler egípcio Abdelatty e o enviado americano Witkoff discutiram a desescalada, com o Egito enfatizando boa vizinhança, direito internacional e respeito à soberania dos Estados, e observou, citando a Tanjug, que um drone atingiu um navio-tanque de armazenamento de gás de propriedade americana ancorado no porto egípcio de Damietta.
O que pode acontecer a seguir
A breve pausa nos ataques chegou ao fim: forças dos EUA e da Arábia Saudita bombardearam grupos alinhados ao Irã em vários pontos do norte e do sul do Iraque, alegando que eles estavam por trás de ataques com drones a instalações petrolíferas sauditas, e Teerã classificou a acusação como um "grave erro de cálculo". Com o canal omani paralisado, os contatos restantes são os egípcio-americanos no Cairo e as sanções e abordagens marítimas contínuas dos EUA. A Bloomberg prevê que o impasse sobre o estreito manterá a guerra em curso por meses.
Iran: Demands control over the inbound route and part of the outbound route through Hormuz, rejects an equal split with Oman and says its navy keeps full command of the waterway.
United States and Saudi Arabia: Enforce a naval blockade of Iranian ports, sanction what Washington calls an extortion network of Hormuz tolls and strike Iran-aligned groups in Iraq.
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Fontes