Imagem simbólicaIrã atinge posições dos EUA na Jordânia, EUA respondem com ataques em todo o Irã
A Guarda Revolucionária do Irã disparou mísseis balísticos contra posições dos EUA na Jordânia na quarta-feira, 152º dia da guerra, encerrando uma breve pausa nas hostilidades. As forças armadas da Jordânia disseram ter abatido cinco mísseis e não relataram vítimas nem danos. Horas depois, o Pentágono afirmou ter concluído uma pesada série de ataques contra dezenas de alvos do CGRI dentro do Irã, enquanto aeronaves dos EUA e da Arábia Saudita também atingiram bases de milícias alinhadas ao Irã no Iraque.
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O que aconteceu
A Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) lançou ataques com mísseis contra posições dos EUA na Jordânia na quarta-feira, enquadrando a ação como uma resposta a "ameaças das autoridades dos EUA e intervenções ilegais contra os interesses [do Irã]". As forças armadas da Jordânia disseram ter abatido cinco mísseis iranianos, o CENTCOM afirma que suas forças interceptaram os disparos recebidos, e não foram relatadas vítimas ou danos. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Fox News que daria ao Irã "uma surra" em retaliação ao que chamou de "ataque surpresa" do Irã. O Pentágono então disse ter concluído uma pesada série de ataques e que dezenas de alvos do CGRI foram atingidos; a mídia estatal iraniana relatou ataques na ilha de Qeshm e na cidade de Shadegan. Durante a madrugada, aeronaves dos EUA e da Arábia Saudita atingiram as Forças de Mobilização Popular do Iraque, que Washington e Riade dizem serem responsáveis por ataques a instalações petrolíferas sauditas; a AP, citando dois funcionários de milícias iraquianas que falaram sob anonimato, relatou que seis assessores iranianos foram mortos nesse ataque. O petróleo Brent estava cotado a US$ 90 o barril na quarta-feira de manhã, e a AAA registrou o preço médio da gasolina comum nos EUA em US$ 4,09 o galão.
O olhar de fora
Le Monde, um dos vários veículos aqui de fora dos beligerantes (ao lado de Al Jazeera, TASS, South China Morning Post e Global Times), relata a troca de ataques por meio de dois conjuntos de alegações que não julga: a contagem do Pentágono de dezenas de alvos do CGRI atingidos, e o relato da mídia estatal iraniana sobre ataques em Qeshm e Shadegan. Sua cobertura ao vivo também menciona novas sanções dos EUA a entidades iranianas ligadas à Guarda Revolucionária. Al Jazeera (Catar), South China Morning Post e Global Times (China) estão entre as fontes disponíveis, embora nenhum outro veículo do Sul Global esteja presente.
O que pode acontecer a seguir
A pausa na troca de ataques, que vinha sendo mantida desde 24 de julho, chegou ao fim, e a geografia da guerra se ampliou: o South China Morning Post relata que ataques ao Iraque e ao Egito no mesmo dia ameaçaram expandir seu alcance. Um alto funcionário iraniano disse à Reuters que Teerã rejeitou a proposta de Omã para uma gestão conjunta do Estreito de Ormuz, e a Reuters relata que os houthis estão considerando cobrar pedágio sobre o tráfego marítimo no Mar Vermelho; o rastreador Kpler mostrou um aumento no tráfego comercial marítimo, com 12 travessias confirmadas em Ormuz e 41 no Bab el-Mandeb. O Wall Street Journal relata que o comandante dos EUA na região está trabalhando em um plano de duas semanas para escalar os ataques dentro do Irã, o que colocaria novas rodadas contra a infraestrutura do CGRI sobre a mesa. Questionado sobre medidas adicionais, Trump disse que gostaria de impor tarifas ao Irã, além das sanções já anunciadas contra entidades ligadas ao CGRI.
Iran: The Revolutionary Guard presents the missile launches at US positions in Jordan as a response to US threats and interventions against Iranian interests, and Tehran has rejected Oman's proposal for joint management of the Strait of Hormuz.
United States: Washington calls the launches a surprise attack, has promised and carried out retaliatory strikes on dozens of IRGC targets, and is adding sanctions and possible tariffs.
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